Caxias do Sul - Rio Grande do Sul - Brasil

Diário online do ator Márcio Ramos - relatos, pensamentos, agenda, críticas...

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Agenda Junho - ALI-SE

Amanhã, dia 23/06 - quinta-feira, a Cia2 - Grupo de Teatro retorna aos palcos pela primeira vez em 2011, participando da Monstra Teatro Daqui, promovida pela Unidade de Teatro, da Secretaria de Cultura de Caxias do Sul.

Será apresentada a peça "ALI-SE ...aqui ou acolá...", livremente inspirada em As Aventuras de Alice no País das Maravilhas, de Lewis Carrol.
A peça tem direção minha, Márcio Ramos, e da Tefa Polidoro.
No elenco: Beta Padilha, Camila Cardoso, Elvis Barbieri, Jéssica Pistorello, Gabriel Leonardelli, Gabriel Zeni, Rachel Zílio e Vini Padilha.

A peça acontecerá no Centro de Cultura Ordovás, às 16h.
A entrada é gratuita!!!!!!

Será a primeira vez que uma peça em que trabalhei na direção será apresentada e eu não estarei junto. Em um novo funcionamento interno, na Cia2, o próprio elenco tem ensaiado e produzido suas futuras apresentações. Infelizmente nem eu e a Tefa estaremos presetes nessa apresentação - mas a galera dá conta do recado tranquilo!

Amanhã eu estarei indo para Belo Horizendo, com a Ana Fuchs (diretora do O Fauno) e o Jua Barazzetti (iluminador) para apresentação da "Amostra Grátis", espetáculo de clown da Ana, na Mostra de Cenas Curtas do Grupo Galpão. Na volta relatarei a experiência por lá!

Abraços a todos!!!

sábado, 18 de junho de 2011

Sem aquecer antes!!!

Hj tive meu ensaio com a Ana Fuchs, lá na sala da Cia Municipal de Dança, para a peça "O Fauno".
Foi bem estranho... eu estava distante, meio auxente... Cansado!
Fiz meu alongamento básico e logo começamos a ensaiar... O objetivo hj era já estruturar o final da cena 2 e toda cena 3. No meu ensaio de ontem fiz isso, mas ainda não estava dominando bem as imagens que eu havia criado.
Na hora de passar a peça, até a cena 1 saiu ruim.
Foi bem estranho ensaiar algo que eu já havia encontrado uma energia de jogo interessante, só que agora eu olhava e não via nada.
Eu achei que era consequência do cansaço - o que pode ter ajudado.
Mas a Ana me alertou para algo: -No nosso último ensaio tu aqueceu muito. Entrou de cabeça! Daí tua energia se transforma e transforma o ensaio. É extremamente necessário o aquecimento p/ colocar teu corpo na energia viva do jogo.

Bingo!
Outra coisa tbm que comentamos foi que no nosso último ensaio eu havia conseguido quase que viver ele, sentir ele, brincar com ele (o personagem)... Foi bem intenso o último ensaio. Daí saí de lá confiante... Resultado: Deixei de me puxar tanto!

Eu até me puxei, mas mto mais na questão de ensaiar ele do que querer fazer ele com vida, completo.
Oh! Também... Vai ver era pra eu provar da peça nesse estado, p/ justamente encontrar saídas p/ não deixar isso acontecer novamente.

Que venham mais ensaios!!!

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Enlouquecendo com "O Fauno"


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Hoje tive ensaio do "O Fauno", solito. Amanhã terei outro ensaio de manhã com a minha diretora, a Ana Fuchs.
Hoje foi um dos poucos ensaios que fiz sozinho que consegui sair "feliz" (os outros que havia feito sozinho tinham sido ridículos), talves seja consequencia da água batendo na bunda! "Hello Setembro!!!"

Comecei com um breve alongamento, alguns exercícios que a Tefa Polidoro, assistente de direção, havia passado pra mim. Procuro manter sempre o mesmo alongamento, pra virar meu pequeno "momento de concentração".
Depois passei a experimentar posições corporais sem a camiseta - SIM!!! Como usarei apenas figurino nos membros inferiores, vou ter que superar minha fobia de mostrar a barriga! Huahuahuahua... Complexos...Complexos...
Daí pensei:"Vou mostrar agora, que daí quem for se assustar já se assusta!"
Então comecei a viajar em algumas músicas... O resultado foram esses vídeos!!!

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Detalhe: tirando algumas posições corporais, alguns movimentos que surgiram durante a loucura e que resolvi aproveitar na peça, o resto nao tem nada relacionado com o conteúdo da peça. No vídeo sou eu, literalmente, enlouquecendo!
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Claro que depois disso ensaiei a peça, os momentos que já tinhamos estruturado, e criei coisas para a segunda e terceira parte. Amanhã mostrarei pra Ana o que criei...

Aproveitem!!! Huahuahua...

quinta-feira, 16 de junho de 2011

"A Megera Domada", do Grupo UEBA, no FILO

Nesse último final de semana viajei para Londrina - PR, no FESTIVAL INTERNACIONAL DE LONDRINA, com o Grupo UEBA Produtos Notáveis (eu ia escrever "produções" só pra incomodar...hehehe).
                                                  (Ju, Aline e eu arrumando o cenário)


Vou relatar brevemente como foi a experiência lá - meus últimos posts estão ficando mto grandes!
Viajamos na sexta-feira de tarde, durante 15 horas, para chegarmos ao destino.
Na manhã de sábado já tínhamos marcado uma apresentação em Cambé. Lá, nos reunimos com o diretor da peça, Jessé de Oliveira. Eu estava mega nervoso, pois seria minha estreia na peça. Antes da apresentação em Cambé, o Prefeito da cidade e a Secretária de Cultura estavam presente para nos recepcionar e fazer a abertura da peça. Quanta diferença de tratamento, não? Cheguei a pensar: "Nossa, a Secretária de Cultura está aqui? Meu Deus!"... Vai ver estou mal acostumado...Hehehe!
                                         (Eu, no papel do Sr. Batista, segurando a Bianquinha)
Durante a apresentação, graças a Deus não errei nada! Eu tava com tanto medo de dar um branco e esquecer alguma cena. Mas logo após a apresentação, o Jessé veio falar comigo sobre algumas correções de execução. Comentou da projeção da minha voz, mesmo que com máscara trancando a respiração fosse bem difícil falar alto com uma voz diferente, teria de aumentar o volume. Falou também da construção corporal do personagem que eu estava substituindo, o Seu Batista - um velho. Jessé me disse que eu estava representando ele de maneira mto real, e na comédia dell´arte é uma brincadeira de códigos p/ retratarmos esses personagens típicos desse gênero teatral. Ex.: Eu andava com uma bengala, mas apoiando meu corpo de verdade nela, como se eu (o personagem) realmente necessitasse da bengala. Errado! O corpo do velho já existe, a postura dele já existe, o ator não precisa "sofrer" fazendo ele. A ator brinca fazendo ele.
Achei mega interessante! Ignorância da minha parte, mas eu não sabia disso... O Jonas até havia comentado algo nesse sentido, durante os ensaios, mas no nervosismo de colocar tudo pronto e apresentar, deixei algumas coisas de lado.
No domingo teríamos a segunda apresentação, numa praça da cidade. Seria minha chance de colocar em prática as coisas que Jessé havia me passado. Mas daí aconteceu algo mágico! Começou a acontecer Teatro!
Nessa apresentação eu parei de me preocupar comigo, e passei a fazer mais parte do grupo, do elenco (acredito que os outros atores tbm sentiram essa união). Haviam aproximadamente umas 1.000 pessoas paradas na roda para assistirem a peça. Imagina a pressão?

Eu lembro de um momento em que estávamos parados em círculo, na calçada da praça, esperando o momento para nos aproximarmos e iniciarmos a peça. Estavam eu, Jonas, Aline, Joe, Bruno, Fernando e Juliana nos olhando, nos concentrando. Aquilo nos alimentou de tanta confiança! Foi uma sensação MTO boa!
Quando começamos a caminhar em direção a multidão, parecíamos soldados marchando de cabeça erguida. Os atores estavam entrando em ação!
A apresentação não poderia ter sido melhor. Talvez uma das melhores experiências em cena, de toda minha loooooonga (rs) carreira.
                                                    (Joe, vulgo "Tranio", e eu em cena)
Consegui sentir o personagem, mas brincar com o que ele representava, deixando meu corpo completamente disposto p/ a cena. Antes de começar a peça, visualizei pontos distantes para os quais eu iria direcionar minha voz, o que ajudou bastante. Consegui brincar com as cenas, com meus colegas, com o público.
Uma das poucas vezes em que me senti adulto no que faço. Era trabalho. Existia pressão. Mas me senti "fodão" por ter aceitado o desafio, topado, acreditado, errado, corrigido e, no fim, a sensação de prazer era total!
Na segunda-feira realizamos outra apresentação para os alunos da UEL - Universidade Estadual de Londrina. Estava mto quente, parecia que estávamos derretendo em cena, mas novamente conseguimos nos divertir e divertir o público com a peça.

Lembro que na viagem de ida eu estava bem quieto no onibus, não participando mto das brincadeiras do grupo, pq ainda faltava tempo p/ criar intimidade de grupo, de convivência mesmo.
Na volta.... ah!!! Na volta a história era outra. Eu já fazia parte daquele grupo.
Aqui voltei a relembrar como é difícil estabelecer contatos, conexões, amizades e confiança com pessoas novas... Mas como é mto mais difícil dizer "adeus" p/ elas!
Nossa, demorei uns dois dias pra me acostumar com meu dia-a-dia longe da galera.
Como foi a primeira vez que me aventurei sozinho em um outro grupo, sem nenhum outro amigo próximo, fez eu amadurecer  mto, mas fez eu me soltar tbm. Aprendi a voltar a ouvir, ouvir, ouvir. Confiar no olhar.
Foi lindo!

E por isso, queria agradecer MUUUITO todos do Grupo UEBA Produtos Notáveis! Esse grupo vêm metendo a cara, se arriscando, viajando muito. Suas peças não viram projetos engavetados depois de algumas apresentações. Em média, as peças deles possuem em torno de 70 apresentações (por peça)!
Lembro nos ensaios que o Rodrigo Guidini, o ator que eu substituí, demonstrou um profissionalismo que é difícil de se ver. Ele ensaiou comigo, se preocupou com a qualidade da peça, me guiou, me entregou o mateiral de construção dele e disse: "Te diverte!" - Nossa!!!! Não é sempre que vemos isso...
Sem contar que a galera é mega divertida. Adorei conviver mais com vocês!
E, como eu já disse: QUANDO TIVER OUTRA OPORTUNIDADE, NÃO EXITEM EM ME CHAMAR!!!

Obrigado Jonas! Obrigado Aline! Obrigado Jessé! Obrigado Juliana! Obrigado Joe! Obrigado Bruno! Obrigado Fernando! Obrigado Motoristas (huahuahua)....

domingo, 5 de junho de 2011

Aquela dorzinha gostosa...

No início desse ano coloquei uma meta que seria voltar a trabalhar mais como ator. Faz tempo que não desenvolvo isso que é o que mais amo.
E graças ao trabalho e as parcerias, estou conseguindo retomar esse ofício!!!
Digo retomar pq durante os dois últimos anos eu fiquei mais em função como professor e diretor de teatro, mas só sou professor e se dirigi alguns espetáculos foi por consequência do desenvolvimento da atuação.

Mas vamos ao que interessa... Quatro dias de trabalho árduo!!! E não adianta, quer trabalhar com teatro? Tem que TRABALHAR! Me admira muito pessoas que desejam tanto o teatro, ou inclusive se consideram "teatreiros", mas não gostam de trabalhar, suar, ensaiar, aprender, ouvir...

E não é fácil suar, aprender, ouvir... Dá medo! Principalmente qdo percebemos que o que sabemos não é suficiente, que precisamos sim do auxilio e do olhos do outro. Daí o medo passa...


Na última quinta-feira voltei a ensaiar "O Fauno", no Espaço Multicultural (novo apoiador da peça, estou usando o espaço deles p/ meus ensaios individuais), e foi bem caótico. Nas últimas semanas eu havia intensificado o trabalho de leitura do texto, p/ tornar cada vez mais "meu" o que está sendo dito, e deixei o trabalho corporal um pouco de lado. NÃO POSSO MAIS FAZER ISSO!!!
Eu passo toda a peça numa posição nada confortável (ainda, pq um dia - antes de setembro - ela será!). Trabalhar o texto é necessário, mas não posso mais deixar o trabalho corporal de lado. Esse mês eu necessito voltar a malhar, pensei até em fazer natação. Preciso tbm aprender a tocar flauta de bambu.
Resumindo, esse ensaio serviu p/ me acordar: SETEMBRO JÁ ESTÁ AÍ!!!


Na sexta de noite fui ensaiar com o pessoal da UEBA Produtos Notáveis, pois o Jonas Picoli e a Aline Zilli me convidaram p/ substituir o ator Rodrigo numa apresentação no Festival Internacional de Londrina. Eu estava mega nervoso pois não consegui decorar o texto. No ensaio, estava eu e a Juliana, outra atriz que também fará outra substituição, começamos com um trabalho de preparação corporal dos personagens e foi muito gostoso. Não conhecia a Juliana, mas durante os exercícios senti uma enorme facilidade de jogo com ela. No olhávamos e dava pra sentir aquela sede de atuar! O Jonas nos preparava na atuação, nos guiando com exercícios que eu não conhecia (ou já havia trabalhado versões deles), mas é mto gostoso conhecer métodos diferentes.
Quando começamos a ensaiar as cenas, a Juliana pegou com uma incrível facilidade e eu - nem tanto!
Bem feito Márcio!!! Não me dediquei totalmente ao decorar o texto, juntou o nervosismo de estar trabalhando com pessoas novas, de querer mostrar qualidade no meu trabalho, com a falta de segurança no texto: confusão total.

Saí de lá mega cansado, triste por não ter demonstrado meu potencial (pelo menos o que eu acho que tenho), mas feliz por começar a me sentir mais enturmado com o pessoal da UEBA.


No sábado de manhã, MUITO FRIO - devo acrescentar - tinha ensaio com a Ana Fuchs para "O Fauno". Fomos até o Centro de Cultura Ordovás ensaiar na sala da "Cia. Municipal de Dança", outro apoiador do projeto, por nos ceder a sala, e começamos os trabalhos.
Começamos organizando nossa agenda final, até a estréia, marcando todos os ensaios. Depois retomamos as cenas iniciais da peça que já estavam prontas.
Eu já estava me dando por vencido, pois meu ultimo ensaio sozinho não consegui relembrar quase nada do material que já estava pronto, e o que lembrei achei extremamente falso e mecânico. Quando eu ia dizer p/ Ana que era bem provável que esse ensaio não fosse render nada - fiquei quieto e parei de pensar.
Quando eu trabalho com a Ana eu funciono melhor quando não penso muito (isso desde o Extremos), sei que posso confiar nela e eu só tenho que fazer de forma verdadeira.
Depois de 10 minutos caminhando agaixado, quase como um homem das cavernas, meu corpo começou a gritar. O suor pingava, literalmente. Não parei!
Quanto mais eu fazia, mais a Ana pedia pra eu baixar mais, fazer mais lento. Mais doia.
Em certo momento senti estar no meu limite corporal, já estava pronto para dizer que eu só conseguia ir até ali, mas daí lembrei que a Ana viajou de Poa até Caxias com o filho dela, de manhã, naquele frio, e eu ia me dar por vencido tão fácil assim? Não!!!
Voltei a parar de pensar - na dor! Me foquei no olhar do personagem, nas sensações dele, tentando já criar algum jogo imaginário entre ele e a platéia. A dor começou a se esconder atrás do prazer em construir a cena.
Terminamos de ensaiar o material que estava pronto e agora mais estruturado, a Ana propõe repassar tudo. Novamente não penso na dificuldade, no suor que tomava toda minha camiseta e com o frio da sala já havia deixado a camiseta molhava e fria... Mas vamos lá! Era só aquecer meu corpo de novo.
Retomamos toda a cena e saímos do ensaio com uma forte sensação de trabalho realizado. Me deu muito mais gás p/ me dedicar TOTALMENTE ao espetáculo.

(Cena de "A Megera Domada" com Aline e Rodrigo)
Cansado e com sono, eu ainda tinha o ensaio de tarde com a UEBA, para passarmos a peça "A Megera Domada" (direção de Jessé de Oliveira) com todo elenco. O pessoal todo é muito querido, muito receptivo, me senti confortável para trabalhar - afinal é sempre chato quando precisamos trabalhar com pessoas que "a energia não bateu".
Primeiro eles ensaiaram com o Rodrigo fazendo o papel dele, para eu observar, analisar, relembrar e depois passarmos toda a peça comigo fazendo o papel. "M.E.D.O."
Eles já realizaram mais de 40 apresentações da peça, então o material flui com mtamta facilidade - então era hora de arregaçar minhas mangas e entrar na energia do grupo.
Logo na primeira cena eu erro toda a marcação!!! Eles me orientam, mas nesse exato momento sinto aquela "volta à escola", onde estamos numa turma nova e não queremos errar e logo no primeiro erro a vontade de sair correndo é a maior. Com a mesma velocidade que essa vontade de fugir vem, eu mando ela embora.
CORAGEM MÁRCIO!!!
Eu não sabia o texto direito, mas conhecia a cena - improvisa!!! Joga com teus novos colegas!!!
E a partir daí o ensaio começou a ficar extremamente prazeroso.
Como o personagem é um velho meio biruta, eu fazia meus esquecimentos virarem parte do personagem. As vezes ficava bom, outras eu passava da medida. Mas deu pra sentir um pouco do que o personagem pode ser.
No domingo a UEBA tinha apresentação da "Megera" em Montenegro e fui junto para conhecer mais do funcionamento da peça, mas dessa vez ao vivo.

Aqui, devo acrescentar um comentário sobre a organização da cidade de Montenegro. Que cidade mais organizada, educada, mesmo com frio muitas pessoas foram assistir. O local da apresentação foi na antiga estação férrea da cidade - muito parecida com a nossa. Porém, essa estruturada - inclusive com camarins subterrâneos interessantíssimos - para oferecer um espaço de qualidade para apresentações artísticas. PARABÉNS Montenegro!!!

Voltando à peça, as vezes eu me divertia assistindo a peça que esquecia de analisar e observar. Meu maior desafio será relembrar de marcações precisar e extremamente necessárias p/ a peça. Todos eles possuem uma linguagem corporal muito bem definida de seus personagens, e eu ainda coloco muito exagero no que faço - ficando um pouco fora de sintonia. E, o maior de todos, estabelecer uma conexão com o público usando máscara, num palco de arena, na rua.
Desafios e oportunidades!!!
(Figurino do "Batista", personagem do Rodrigo, que irei substituir)

Essa semana irei sugar tudo do texto e do DVD da peça, pois quarta teremos ensaio e eu quero arrasar!!! Hehehehehe.....

Até a próxima!!!

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Coincidências...

Tenho pensado e refletido muito sobre a vida nos últimos meses... Tudo tem passado tão rápido e, ao mesmo tempo, tão lento.
Sinto que perdi a noção de tempo.
E do tempo.
A semana parece tão recheada de compromissos, mas quando pisco os olhos, eles já passaram.

Eis a coincidência desse momento!

Nas últimas semanas, sinto que qualquer coisa me tira dos trilhos - tanto positiva quanto negativamente.
Mas saído dos trilhos literalmente... Feito coisas que jamais pensei que faria!
Estaria eu surtando de vez? Estaria eu abraçando a loucura em mim? Estaria eu sendo realmente EU pelas primeiras vezes?
Enfim, fiz e disse coisas que não me lembro. Assustei pessoas. Me impressionei. Me deixei levar... E, novamente, tudo tinha uma lado muito bom e um lado ruim.
Parece que nunca essa linha tênue da lucidez/loucura tinha ficado tão clara pra mim, como agora.
Eis que resolvo buscar ajuda. Um amigo me recomenda um local de purificação. Aceito!
Lá, descubro ser necessário três idas sequênciais.
Na primeira, me sinto bem por ter ido.
Na segunda, me sinto bem por ter persistido.
Na terceira, sinto que ainda tenho coisas a descobrir. Combino com meu "eu interior" que aceitarei qualquer coisa, boa ou ruim, mas iria colocar tudo pra fora.
Quando estava quase indo embora de lá, um toque nas minhas costas me fazem sentir tão seguro como a tempos não me sentia. Parecia um abraço da minha mãe quando eu era pequeno e estava com medo. Me solto. Desabo. Caio. Tremo. Tento me mover e não consigo.
Chego a pensar se era eu provocando aquela situação ou se era aquela situação me provocando... "Ah! Cabeça PÁRA de funcionar!!!"
Antes de sair de lá, me explicam o que recém havia acontecido comigo.
Era uma informação concreta, mas parecia que no fundo aquilo já estava gravado em algum lugar em mim, pois não me soou como uma novidade. Porém, dessa vez, não deixo a informação escapar.
"Médium de passagem" - chego em casa e tento encontrar o máximo de informação sobre esse termo.
Pelo de li, será mais responsabilidade. Será mais trabalho. Será menos tempo.
Mas no final do dia, aquele mesmo amigo me questiona: "Como tu se sente descobrindo uma coisa nova sobre ti?".
Perspectiva interessante a dele. Eu já pensando no que aquilo pode vir a acumular, mas quase deixo passar um momento de descoberta.
Não dizem que cada vez mais os véus irão cair?
Então, cá estou eu me descobrindo.

Não sei bem se deveria postar isso. É uma coisa tão recente e tão nova pra mim! Tão íntima. Mas venho avaliando o que escrevo no blog e percebo que não me exponho tanto - o EU por trás do eu. Queria que as pessoas me conhecessem melhor.
"Ah! Mas e se as pessoas não acreditarem nisso? Nessas coisas?"
Não estou pedindo pra ninguém acreditar. Só estou me expondo. Me despindo.
Sinto que essa parte nova é MUITO importante.
Já existem outros lados meus que escondo, ou mascaro, por conformismo ou necessidade.
Então, qualquer coisa nova que eu descubra sobre a minha pessoa, vou deixar bem explícita.
Este sou eu, em transformação.

A "Coincidência" é o teatro dentro disso. A peça nova "O Fauno", que estamos montando, parece ter sido feita para esse exato momento. Ela não poderia ser realizada nem antes, nem depois. Ela é para agora!
Tô com sede para dar esses textos para as pessoas... Muita sede!!!!
Quando vocês assistirem irão entender...

Abraçãoooo