Caxias do Sul - Rio Grande do Sul - Brasil

Diário online do ator Márcio Ramos - relatos, pensamentos, agenda, críticas...

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Críticas: O FAUNO

Nosso primeiro texto / crítica sobre a peça O FAUNO. Foi escrita pelo jornalista Marcelo Aramis do "O Caxiense Revista". Para ler no site clique aqui!

Na antessala do inferno, me agrada atuar

por | October 31, 2011 às 12:52 pm


É doloroso vê-lo curvado, equilibrado sobre os metatarsos, ombros deslocados, pulsos dobrados sobre as costas, pescoço torcido. A coreografia desgraçada de um homem bicho realmente dói. O ator não mascara o desconforto, mas age com a resignação de quem nasceu assim, torto. Em O Fauno, que teve pré-estreia na sexta (28), no espaço do Teatro do Encontro, Márcio Ramos apresenta o resultado de um ano de trabalho dedicado e longas sessões de exercícios que deram a ele não somente um convincente corpo de fauno, mas um dos corpos mais disponíveis da cena local.

“Sejam bem-vindos, se é que é possível dizer “bem-vindos aqui”, avisa o sarcástico Fauno, meio homem, meio cabra: inteiro Márcio. As moiras – “as velhas” – tecem, enrolam e cortam o fio da vida. Sob um emaranhado de frágeis fios de vida, a plateia é convidada a sentar-se. Estamos na antessala do reino subterrâneo de Hades, é meia-noite e não há esperanças de salvação. O inferno, o limbo ou o paraíso? Ninguém ali parecia merecer o terceiro. No entanto, ficamos à vontade, penduramos nossos fios de vida cheios de nós e aguardamos o julgamento. Primeiro o do Fauno, porque sarcásticos também somos.

O Fauno conta velhas histórias, debocha dos deuses e da mitologia sagrada, chupa os fios e revela os momentos mais sórdidos das vidas ordinárias que estão ali. Consciente das suas escolhas e não-escolhas, condenado antes mesmo do julgamento, o fauno ridiculariza o próprio infortúnio. Teme o inferno, mas não o julgamento dos novatos na sala de Hades. Sabe que ali há outros condenados ao mesmo destino, ainda que tenham percorrido caminhos diferentes. É ai que está a relação íntima entre o fauno e a plateia, acomodada ao mesmo nível do personagem. Além do desempenho corporal de Márcio, a temível “interação com o público”, profunda e opcional, é o que mais me surpreende no espetáculo.

Ninguém é exposto contra a vontade, mas todos, inevitavelmente, compõem o jogo cênico. É plástica a participação da plateia, que se faz personagem e cenário para a história do fauno. Convidados para a última ceia, os espectadores comungam da festa (sim, uma festa, ainda que desesperadora) da despedida do fauno. Comem, bebem, conversam. Sentei em três lugares durante a peça, porque eu quis. É escuro e a sala foi transformada em um labirinto de fios e nós, mais um acerto de Ana Lia Branchi. A teia e a penumbra fazem com que as pessoas se arrastem lentamente, ou caminhem curvadas como o fauno, para ocupar novos espaços. Sem ensaio, o público dança naturalmente a coreografia dos mortos famintos. Quem decide permanecer onde está não tem espetáculo ou atuação menores. Figura como a classe dos que tem mais chance do paraíso e pode observar de longe o animalesco jantar dos condenados.

O texto de Ana Fuchs, que dirige a peça e tem Tefa Polidoro como assistente, foi escrito em 2005 e transformado para a atuação de Márcio. A ficha técnica de grandes nomes tem ainda Cristina Lisot, que construiu um figurino capaz de dar mobilidade ao ator e destacar o as anomalias do fauno; trilha hipnótica de Fran Duarte e Tita Sachet e iluminação de Juarez Barazetti.

Em um debate após a peça, Márcio conta que o espetáculo pode se transformar a cada apresentação. O que deve mudar é a atuação da plateia, que não ensaia, mas é convidada a quebrar o monólogo. Uns mais medrosos, alguns mais piedosos, muitos adequadamente debochados. O riso corrosivo e os olhos arregalados de medo do fauno, repugnante, mas digno de piedade, devem permanecer. (por Marcelo Aramis, O Caxiense Revista)

domingo, 30 de outubro de 2011

Mais matérias de divulgação e relatos da apresentação

 Matéria do jornal Pioneiro, com destaque para o "Vale Assistir", dica de Carlinhos Santos.
Clique aqui!


Ontem rolou a segunda apresentação da peça, primeira para o público em geral.
Nossa, fiquei muito feliz! Consegui sentir muito, compartilhar bastante e jogar na medida certa.
Tinham muuuuitos amigos na platéia, pessoas com olhares felizes e curiosos, que dava muito mais vontade de seguir fazendo com gosto, com prazer, o que eu estava fazendo. Um energia que se transformava. Eu jogava pra eles e eles jogavam pra mim. Foi, sem dúvida, uma das melhores experiências da minha vida no palco.

Foi bem especial tbm ter meu pai e minha mãe ali, não juntos, mas compartilhando daquele momento comigo.
O final da peça ainda sinto que posso mais, que pode vir a ser meu GRITO DE VIDA! Mas ainda tô me acostumando com o todo.

A apresentação, em comparação com a pré-estréia, foi bem mais energética, mais divertida, os olhares pediam mais. Quando acabou a peça, as pessoas não queriam ir embora.
Enfim... um ano inteiro de ralação com essa peça, descobrindo esse corpo, esse personagem, esse texto, essas idéias, essa essencia... Nossa!!! Está valendo muuuuito a pena!
Como é bom voltar aos palcos (ou espaços alternativos, já que nessa peça sou desprovido de uma plataforma elevada...rs).

Tô procurando curtir ao máximo, 100%!!! Fazia desde novembro do ano passado que eu não me apresentava aqui em Caxias...quase um ano fora dos palcos. Eu estava com a energia totalmente recarregada. Foi bom dar uma pausa e só construir a peça. Mas está sendo tão delicioso desvendar os segredinhos entre essa peça e aplatéia... as ligações que se criam.

Enfim, resumindo: TÕ FELIZ!

Hoje terei a última apresentação dessa temporada inicial. Farei duas apresentações, na verdade: uma para filmarmos com bastante luz (ou seja, o registro terá que ser com mtaaa energia) e depois a sessão às 21h.

Abração :-)))

Matéria no jornal O CAXIENSE

No jornal O CAXIENSE, saiu a seguinte matéria: Clique aqui!

O Fauno inquieto, por | October 29, 2011 às 3:06 pm

Peça ocorre neste sábado, à meia-noite.
A mitologia é o artifício, mas o que interessa mesmo é questionar as pessoas sobre as incertezas atuais. Interpretado pelo ator Márcio Ramos, O Fauno, ser mitológico meio homem, meio animal, divide o espaço de atuação com o público. Na plateia, apenas 25 pessoas, justamente para manter maior proximidade.
Encenada à meia-noite deste sábado (29) e às 21h deste domingo (30), O Fauno reúne elementos intimistas com alguns deboches.
“A gente fala de morte, de vida, de escolhas. A peça tenta cutucar as pessoas, criar dúvida mesmo”, ressalta Márcio Ramos.
O espetáculo ocorre na sede do Teatro de Encontro (Ernesto Alves, 143, N. Sra. de Lourdes) e os ingressos custam R$ 30. Idosos e estudantes pagam R$ 15.

sábado, 29 de outubro de 2011

Relatos sobre a pré-estréia

Que loucura, minha gente.
PARIMOS O FAUNO!

O dia de ontem foi bem calmo, tudo dentro do cronograma. Até às 21h. Depois das 21h parece que o tempo voou. Quando vi, eu já estava tendo que me aquecer, apressado, para colocar o figurino, maquiagem, cabelo, para realizarmos um ensaio com a luz e som.
Se eu fechar os olhos, tenho a impressão de estarem todos correndo, organizando coisas na corrida, e eu tinha que ficar de fora de tudo, só passando as cenas (bem marcação mesmo) para afinarmos a luz e som.
Na metade da passada, os convidados começaram a chegar. O nervosismo aumentou. Eu comecei a esquecer do texto. A luz começou a ser operada individualmente e eu teria de procurar a luz durante a apresentação. O pessoal subia e descia correndo, já organizando a entrada dos convidados. Eu ali no meio da peça, numa sensação estranha, como se não fosse apresentar dali uns 30min.

Esses 30min então...passaram numa piscada. Acabei a passada, nos desejamos boa sorte e fui para meu local inicial da entrada da peça. Lá, eu comecei a pensar: "Nossa! Tanta correria o ano todo, para esse momento ser tão corrido, quase que banal!". Mas nao teria como a apresentação ser banal.

Graças aos Deuses, deu tudo certo! Para uma pré-estréia, cheia de tensão (como todos sabem), com uma platéia só de pessoas craques na seleção cultural da cidade, diria que foi muito bom.
Claro que tiveram alguns momentos fracos, pra mim: me machiuquei com a flauta no peito (ficou bem feio), eu estava muito afobado, o público - que deveriam sentar nos lugares marcados com almofadas, sentaram no cenário, fazendo uma disposição quase que de arena - o que modificou TODA minha movimentação, eu sempre tinha alguém atrás de mim, o jogo - que já era delicado - ficou mais difícil ainda.
Mas tentei me divertir, divertir eles, não pensava muito em mostrar um momento determinante para a sobrevivencia dos humanos. Estava ali, apenas para mostrar e contar histórias dele.
O final também foi complicado, alguns fios se soltaram antes do fim, daí na finaleira eu não tinha mto cenário para jogar...huahuahua. Pra quem estava vendo, não fez falta. Mas pra mim, eram coisas que na hora eu tinha que jogar diferente. O fim, realmente, não curti fazer. Achei de decaí muito.

Mas... Nasceu!
Depois, no debate, ouvimos coisas muito legais. É tão bom ver e confirmar que o esforço, o trabalho suado e difícil é notado e degustado com prazer pela platéia. Saí de lá leve!

Hoje teremos mais uma sessão, com público geral. Quero me divertir mais e conquistar mais os momentos decisivos da peça. Jogar, acredito que esteja jogando. Quero ta

Matéria de estréia no Jornal Pioneiro

Eis mais uma matéria que saiu sobre a peça, essa no dia da pré-estréia para os convidados. Para acessar a matéria: Clique aqui!

28/10/2011 | N° 11203

Um fauno bem provocador

Uma criança irriquieta, um asqueroso irreverente, um provocador. Saindo do mundo mitológico para a vala comum dos mortais, O Fauno é uma montagem que se propõe ao jogo cênico com o público. Não à toa, a montagem da autora e diretora Ana Fuchs insere o público no mesmo espaço da atuação de Márcio Ramos, intérprete do espetáculo que estreia amanhã, à meia-noite, no Teatro do Encontro – os ingressos estão esgotados, mas ainda há entradas para o domingo.

– Não estou sozinho em cena. Tudo o que o personagem faz é compartilhado com a plateia – avisa Márcio.

Nesse contexto, ator e personagem discorrem sobre as escolhas humanas e o lugar dos mitos no mundo contemporâneo. Luz, figurino, maquiagem, trilha sonora e cenário são fundamentais para a peça, montada com recursos do Financiarte.

Na composição da figura, a ação corporal é ponto de partida. Envergado, tosco e torto, este fauno promete irreverência. E um quê de dedo na ferida de cada humano, cada ente que perambula – a esmo ou não – num palco cotidiano de máscaras.


- O que: peça O Fauno, com Márcio Ramos
- Quando: amanhã, à meia-noite (ingressos esgotados), e domingo, às 21h
- Onde: Sede do Teatro do Encontro (Rua Ernesto Alves, 143, bairro N. Sra. de Lourdes). A sala comporta apenas 25 pessoas
- Quanto: R$ 30, à venda no Espaço Multicultural (Pinheiro Machado, 2.698). Estudantes e idosos, R$ 15

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Vídeo da entrevista p/ AGENDA UCSTV

http://www.youtube.com/watch?v=2qwbuP_ja5E

Acesse o link acima para assistir a entrevista sobre a peça O FAUNO, no programa AGENDA UCS TV, apresentado pelo Ricardo Dini.


E estamos quase sem ingressos para sábado.
Temos um pouco mais p/ domingo ainda.
Agende-se!!!!

Compre no Espaço Multicultural: 3025-7600.

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Vídeo Teaser de "O FAUNO"

video

Galera!
Estamos vendendo somente os ingressos antecipados - NÃO HAVERÁ INGRESSO NA HORA!
Por isso se programem para não perder seu lugar, visto que temos apenas 25 ingressos por apresentação (estão quase esgotados).

A venda antecipada ocorre no Espaço Multicultural, que fica na esquina da Rua Pinheiro Machado com a Rua La Salle, no Bairro São Pelegrino / fone: 3025-7600, falar com a Cadinara Calabró.

Valor do ingresso: R$30,00 inteiro / R$15,00 estudante e sênior.

Corram!!!!!!!!!!

Corre, Corre, Corre...

Hoje vi a lista com os selecionados para a Oficina Da Energia à Ação, com o Carlos Simioni (LUME Teatro). Clique aqui para ver a lista.

Fiquei muito feliz por ter sido selecionado, poder continuar o modulo II da oficina. Mas tbm fiquei feliz por ver tantos nomes amigos na lista. Vai ser uma daquelas oficinas p/ marcar!!!!

De: Madonna Para: Caxias

Hoje realizei minha segunda participação na 15ª Mostra de Teatro Estudantil, com meus alunos maiores do Colégio La Salle Caxias, que apresentaram a peça "Rosas Inglesas".
Como é boa a sensação de realização ao ver crianças que tu ensinou, auxiliou, colaborou para um conhecimento específico - ali: testando tudo o que aprenderam!

Muuuuito bom!
Pela primeira vez carreguei minha mãe pra me ajudar com o teatro - foi minha sonoplasta oficial!
Agora, o trabalho com as turminhas, teremos um mês para aperfeiçoarmos o trabalho já construído, para as apresentações deles no próprio Colégio La Salle Caxias, onde faremos apresentações para os alunos do turno da tarde e para os pais, amigos e familiares.

Ainda nesse clima de alunos, em dezembro acontece a mostra de final de ano da Escola Preparatória de Dança - EPD, onde terei três esquetes teatrais sendo apresentadas.

E no meio disso terei a paresentação do "IM-PULsAR", espetáculo experimental do Grupo de Teatro Ator Com Menta, lá do Espaço Multicultural.

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Mostra de Teatro Estudantil

Hoje iniciou a 15ª Mostra de Teatro Estudantil!
Fui com a turma dos meus aluninhos mais novos do Colégio La Salle Caxias nos apresentar com a esquete "O Diário do Lobo".

Foi muito legal, a equipe toda da Unidade de Teatro nos auxiliando, para oferecer aquele momento para nossos alunos e para a sociedade em geral.

É muito triste ver que pessoas, organizações (governamentais ou não) fazem um trabalho todo difícil para oferecer algo para a sociedade e essa sociedade está alienada com outras coisas.

Hoje tínhamos pouquíssimas pessoas assistindo.
Pra mim e para meus alunos não teve problema algum (já realizei inúmeras apresentações com pouca platéia e é necessário ter essa experiência tbm), estavamos lá para curtir aquela oportunidade que só nos é possível pela Unidade de Teatro realizando a Mostra.

Pode ser muito mais? Pode!
Mas queria agradecer a Angela, a Luciane, a Stela Maris e ao novo estagiário pela atenção, pelo trabalho, pelo espaço! Não desistam!!!
O que vcs fazer é muito importante para a cidade.

Sei que no ano passado, quando levei meus alunos do Município, onde a maioria dos alunos nunca haviam entrado num teatro, aquela experiência marcou o ano deles. Alguns viviam contado os dias para a apresentação, para aquele momento deles. Outros, ao entrar na Casa da Cultura, me perguntavam se aquela ali era a minha casa! São realidades muitoooo distantes da que estamos acostumados a ver nas novelinhas da TV. E eu acredito muito que iniciativas assim, como a Mostra de Teatro Estudantil, tem um poder muito forte de ir na base de tudo, da educação, da criança, e oportunizar visões direfentes, oportunidades para um futuro diferente.

Pq não podemos dizer aos nossos alunos: "Ao fazer aula de teatro, vcs já estarão podendo construir algo para o futuro profissional de vcs!" - confesso que eu tenho tanto medo de dizer isso, pq sei da dificuldade e da incerteza que é essa carreira, esse meio. Mas dá pra mudar. Já estamos mudando...

Por isso, amanhã até sexta-feira - de manhã e de tarde - está acontecendo a MOSTRA DE TEATRO ESTUDANTIL. Vão assistir, levem suas escolas, seus amigos, familiares... Essas crianças tbm merecem platéias!!!

Semana da estréia

 Hoje saiu uma matéria muito bacana sobre a peça, no Jornal Pioneiro, com reportagem do Carlinhos Santos:
Para ver - Clique aqui!

"TEATRO

O torto debochado

‘O Fauno’, monólogo com Márcio Ramos, estreia sábado

 

De joelhos flexionados, corpo pintado e envergado, mantendo seu andar no plano médio, a figura asquerosa perambula pela cena. A partitura corporal foi um dos primeiros dados que o ator Márcio Ramos recebeu da autora e diretora Ana Fuchs para a criação de O Fauno. O monólogo que estreia sábado, à meia-noite, no Teatro do Encontro, traz o personagem mitológico para o mundo dos mortos, para o ambiente teatral, propondo reflexões e zombarias. No confronto entre a invenção do teatro e as questões propostas, destacando-se na cenografia, fios tramam realidade e ficção, linhas da vida.

– É como se ele vivesse tanto tempo à margem, foi tão ridicularizado, que não tem um pingo de autopiedade. Age como uma criança, conduz as cenas sempre no limiar entre a vida e a morte – diz o ator.

Ator, autor, bailarino e diretor, aos 27 anos Márcio Ramos está diante de um projeto significativo em sua trajetória. Diz que, na montagem, não está solo. A plateia é parte do jogo cênico. Tem ainda a cumplicidade de Ana, da amiga e assistente de direção Tefa Polidoro, da trilha sonora de Fran Duarte e Tita Sachet – composta por ruídos sonoros, ambientações musicais –, do cenário de Ana Lia Branchi, do figurino de Cristina Lisot.

– Cada um na sua função, tudo fluiu de uma forma equilibrada – conta.

Por isso, ele quer que a montagem seja seu passaporte para pegar a estrada, fazendo o que mais lhe interessa profissionalmente: lançar provocações a partir do espaço cênico. Mas, ao que parece, agora de um jeito menos passional, porém mais apaixonado e maduro.

– É o projeto em que mais invisto. Sempre quis dizer coisas em cena, mas aqui não é necessário ser moralista. Este Fauno é muito debochado. Pelo olhar dele, me divirto muito fazendo. Não preciso mais me preocupar em questionar, botar o dedo na cara das pessoas – afirma o intérprete.

Para encarar o desafio, entrou numa roda-vida de preparação, mudando alimentação, fazendo le parkour, pilates, academia. O tônus corporal está renovado, a disposição ainda mais vivaz. É o que o faz planejar.

– Não dá mais para mostrar as coisas por pouco tempo. Esta é uma peça para circular. O que estou fazendo tem muito significado, não existe um apelo de virtuosismo gratuito – explica.

Montagem que insere o público em meio à cena, O Fauno busca referências na mitologia greco-romana para falar, também, sobre paraíso, inferno e limbo. O lugar do mito no mundo e as reflexões em torno das escolhas cotidianas são referência do texto de Ana Fuchs. A partir dele, a figura meio homem, meio cabra, serve um banquete cênico entre o tosco e o torto, a ironia e a irreverência. Então, a tal fé cênica brota intensa, propondo arrebatamento.

– Aos poucos, fui descobrindo que eu também estava ali – conclui Ramos.

carlinhos.santos@pioneiro.com CARLINHOS SANTOS


Serviço
- O que: peça O Fauno, com Márcio Ramos
- Quando: dias 29, à meia-noite, e 30, às 21h
- Onde: sede do Teatro do Encontro (Ernesto Alves, 143 – bairro N. Sª. de Lourdes). A capacidade é de apenas 25 pessoas
- Quanto: R$ 30, à venda no Espaço Multicultural (Pinheiro Machado, 2.698 – Fone: 3025.7600)

domingo, 23 de outubro de 2011

Ensaio Geral

Deixo bem claro que o que escreverei a seguir é um desabafo... Somente isso.

Hj tivemos o primeiro ensaio geral com quase tudo da peça.
Não vou ficar falando do processo todo, vou direto no meu trabalho, na minha função - o ator.

Como faz diferença um aquecimento, uma cabeça que fica focada no seu próprio processo. Hoje não fiz nada disso. Devido as necessidades de auxiliar em outras áreas, comecei o ensaio literalmente vestindo o figurino e entrando em cena.
Isso não funciona pra mim. Isso não funciona pra essa peça.
Fiquei esperando que outros elementos criassem um clima, p/ eu usufruir dele, mas eu tbm sou um forte (e precioso) elemento p/ criar esse clima e essa atmosfera.
Eu tenho que ter o domínio de transformar a cena.
Não fiz isso, em nenhum momento.
Eu apenas executei meu papel, como um funcionário cansado.

Preciso respirar mais. Olhar mais. Contemplar muitooo mais.
Preciso sentir e compartilhar.
Ou compartilhar e do resultado da partilha, sentirei algo.
É tudo muito óbvio. Mas pq na hora tudo fica embaralhado?

Temos uma peça pronta. Tem cara de espetáculo.
Mas eu quero sentir muuuuuuuuuuuuuuito mais. Quero degustar daquele momento, junto com a platéia.
Quero chorar mais.
Rir mais.
Explodir mais.

Parece que me concentrei tanto no corpo, no físico, na movimentação (q tbm necessita de mais atenção), mas esse trabalho é novo e ainda tô buscando como encaixar tudo isso com aquilo que eu já sabia fazer, ou já havia feito.

Como diz a Ana: JOGAR + COMPARTILHAR + SENTIR.

As vezes só conseguirei um. Outras dois. Outras todos.

EU QUERO TODOS!!! SEMPRE!!!!!
Hehehehehe....

Me senti pequeno hj. Incompleto. Quebrado.

Ensaios Finais!!!

Algumas fotinhos do ensaio de ontem:

No geral está ocorrendo tudo bem, graças! Mas está naquele momento em que eu não aguento mais esperar.
Começamos a trabalhar as questões de luz e cenário, depois seguimos p/ a estruturação nas cenas finais, que eu já havia trabalhado com a Tefa, mas agora com a visão da Ana sobre o material que havíamos criado.

Acho que basta dizer que eu dormi das 20h até o meio dia do dia seguinte, p/ perceber como saí moído do ensaio.

Hj teremos o ensaio geral, com tudo!!! Música, cenário, figurino, maquiagem, luz, tudo finalizado.
Assim, teremos uma semana para retoques finais, caso necessário.

E, lembrando, os ingressos estão a venda no ESPAÇO MULTICULTURAL, fone 3025-7600 (com Cadinara).

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Peça "pronta"

UFA.........
Ontem, no ensaio com a Tefa e com a Tita, terminamos a peça. Finalizamos as últimas cenas, coisa que estava me deixando muitooo nervoso.
Agora, com a peça toda estruturada, ensaiada, marcada, sentida, quero começar a fazer ela do início ao fim, sem parar, coisa que ainda não fiz.
Já havia feito muito isso com as cenas que estavam "prontas" - da cena 01 até cena 5 - mas a cena 6 e 7 ainda estavam no campo das idéias. E ontem colocamos tudo para fora. O bom, é que essas últimas cenas são um resultado/consequência das outras cenas - muito mais um estado, uma energia, do que realmente algo marcadinho. Mas me sinto mais calmo agora que me corpo já se experimentou por todas as fases e momentos da peça.

No final do ensaio a Tefa não conseguia parar de chorar, o que significou muuuuuuito para mim. Não pelo fato de que eu emocionei ela - muito pelo contrário, até pq eu estava testando o corpo e a fala ontem, não estava incluindo um pingo de emoção, de sentimento - e o material da peça, por si só, consegue chegar nas pessoas. Mesma a Tefa, q está envolvida com a peça desde o início, sabia q era um ensaio, e conseguiu se sentir tocada por aquilo que estavamos criando.

Tem uma coisa muito louca nessa peça, que é a ausência de atuação. Tudo bem, eu atuo na peça, eu interpreto o Fauno - teóricamente. Pq na hora, o que eu tenho é um estado de jogo, um estado de energia, com um corpo muito característico, e é a vivência daquele momento (mesmo com a dor do corpo cansado) que me coloca num local que não é o Márcio, pessoa, mas é tão verdadeiro (pra mim) qto eu mesmo.

O que me lembra muito coisas da comédia, da energia viva que se altera de apresentação pra apresentação. Me lembra, um pouco, coisas que li e que já me falaram sobre os palhaços/clowns. Acho que, a minha interpretação nessa peça, exige um jogo semelhante que eles trabalham.

Mas não pensem que o Fauno é um clown - não. Me refiro ao método, a maneira de construção e manutenção da energia e do jogo.

Hoje faltam exatamente 10 dias para a pré-estréia da peça.
Tenho vivido, desde Janeiro desse ano, em função da peça. Me moldando, moldando minha vida, meu corpo, minhas escolhas, para a peça acontecer. E agora está meeeeega próximo de acontecer. E depois? Vou fazer oq depois? Como vai ser???? MEDOOOO

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Tema para casa!!!

Nesse final de semana consegui mostrar a filmagem do último ensaio com platéia para a Ana, e foi muito bom ver o material ao mesmo tempo que ela, enqto ela fazia suas colocações e me mostrava ali, na minha frente, no meu corpo executando as coisas, o que ficava muito interessante e o que teria de alterar.

Foi meio que um despertar para colocarmos mais adrenalina nessa etapa final.
Domingo de manhã fomos ensaiar pela primeira vez lá no Teatro do Encontro, onde o Beto Ribeiro está sendo um super parceiro!!!

Eis meu tema de casa:

"encontrar o estado de jogo
ter prazer
ter calma
utilizar o espaço
rir
tocar flauta
intesão é uma coisa
rítmo é outra!!!!!"
 
Vou ter ensaio hj de noite com a Tefa, passarei para ela essas coisas, além de outras modificações que fizemos. E boa sorte p/ todo mundooooooooooooooo!!!!!
Ah!!! Hoje saiu essa matéria na COLUNA 3X4, do Carlinhos Santos: clique aqui

 Matéria: "Eis, em primeira mão, como o ator Márcio Ramos estará em cena na peça O Fauno, que estreia dia 29, à meia-noite, na sede do Teatro do Encontro, em Lourdes. Montagem com texto e direção de Ana Fuchs, o monólogo insere o mito greco-romano cujas feições é metade homem, metade cabra, na terra dos mortos, perambulando pelos (des)caminhos mundanos, entre inferno, limbo e paraíso. O espetáculo será apresentado em espaços alternativos, podendo ser visto por apenas 25 pessoas. O projeto é desenvolvido com recursos do Finaciarte." (Por Carlinhos Santos)

sábado, 15 de outubro de 2011

Notas sobre um escândalo!!!

Ontem eu assisti a filmagem do ensaio de segunda-feira, que ocorreu lá no Espaço Multicultural.
Eis minhas notas para o ator da peça:
*Vc iniciou a peça com a posição corporal errada. Mas na metade tu corrigiu.Que isso não se repita mais!
*Qdo for ficar de pé e pegar algo no alto, não estique as pernas - o Fauno não estica elas - estique a ponta dos pés!!!
*Como sua diretora já disse: qdo for ler o livro, cuidar para não perder a voz dele.
*Qdo esquecer o texto, de a pausa mas não perca a energia!
*Ação sempre antecede o verbo!!!

Acho que era isso.
Gravei aqui, assim não esquecerei!!!

Ontem, sexta-feira, iniciei algo muito legal, prática de exercícios teatrais com o Beto Ribeiro. Estamos retomando coisas que o Simioni passou p/ nós no iníico do ano, assim já nos preparamos p/ o curso dele desse ano.
Foi bom reavaliar o corpo, nesse processo do Fauno, pq assim consegui perceber o que ficou gravado no meu corpo, o que eu automaticamente transformei e o que eu esqueci.

E "bora lá" trabalhar!!!
Hj e amanhã - sábado e domingo - tem ROMEU E JULIETA no SESC Caxias, às 20h. Não percam!!!

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Só uma provinha...

Eis um pedacinho (muito importante) do cartaz da peça O FAUNO.
A arte é feita pela Giovana Mazzochi e pelo Douglas Trancoso.

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

"Cai o rei de espadas...Cai o rei de ouros..."

Segunda-feira realizei mais um ensaio aberto para alguns convidados. Entre eles, estava quase toda equipe técnica: Tefa Polidoro (assistênte de direção), Juarez Barazetti (iluminador), Fran Duarte e Tita Sachet (trilha sonora), Ana Lia Branchi (cenário) - além da Raquel Alquati e da Carina Corá, minhas amigas.
O diferente dessa apresentação foi a sala de escolhemos p/ fazer o ensaio, a sala própria p/ as aulas de teatro lá do ESPAÇO MULTICULTURAL, que possuí equipamento de iluminação, permitindo a criação de um clima. Além disso, a Ana Lia levou algumas partes do cenário (que não contarei o que é - eu quase escrevi... hehehehe...ia estragar a surpresa), coisa que já transformou bastante algumas movimentações minhas. E a Tefa, que levou bastantes "coisas"(tbm não posso falar oq é) p/ uma determinada cena da peça.

Eu tinha praticamente todo o local de ensaio transformado numa instalação para esse ensaio, para testar quase todos elementos.
Infelizmente, estou mega gripado, com mta secreção nazal, dor de garganta, voz rouca e um pouco de dor de cabeça. QUE MARAVILHA!!!

Mas foi interessante tbm, pq assim já me coloco no lugar de uma apresentação onde as coisas não estarão 100% - sendo trabalho meu ter que contornar essas coisas e continuar atingindo o objetivo da peça. É bonito assim, escrevendo... Mas na hora, quando por várias vezes tive que respirar fundo p/ não deixar o ranho sair de mim, não foi nada bonito...hehehehe!!!

Mas, voltando ao ensaio, o pior p/ mim foi não ter a voz total p/ trabalhar. Com a respiração e a garganta afetados - numa peça onde eu falo por 50min sem parar, a voz é um dos instrumentos mais preciosos. Na real, o corpo, como um todo.
Tenho me cuidado muito, modifiquei toda minha alimentação, pratico exercícios, tudo para cuidar do meu instrumento de trabalho - O CORPO - mas daí chega uma gripe do nada e quase destrói com isso.

O ensaio meio de demorou um século p/ mim, assim como passou voando. Meio estranho... Tiveram momentos em que consegui curtir mesmo, estava 100% naquele jogo, naquele momento, era tão real quanto minha vida ou uma apresentação mesmo. Outros momentos eram sofridos, eu esquecendo o texto (a galera falou que nem percebeu isso), mas eu esqueci. O fôlego que não estava total, daí o resto meio que ficava comprometido tbm.

Uma coisa que eu curti muito fazer foi usar o cenário. Numa tive ele comigo, nem saberia se deveria usar bastante ou pouco dele. Mas, em determinadas falas e momentos, aquilo que estava na minha frente auxiliava a brincadeira daquilo que estava sendo criado. Claro, fiz tudo como experimento mesmo, depois terei a resposta da Ana e da Tefa sobre essas interferencias.

O Juliano e a Cadinara Calabró me emprestaram a câmera deles e a Tefa filmou todo ensaio. Amanhã irei assistir - MEDOOOOOOOO...huahuahuahua...

Depois dessa loucura toda, arrumamos a sala e o Douglas Trancoso e a Giovana Mazzochi foram pegar eu e a Tefa para fazermos as fotos de divulgação.
Não tinhamos muita idéia do que iriamos fotografar - claro, além do Fauno - mas eu não havia pensado muito em cenas, idéias. Porém o Doug e a Gio chegaram com toda idéia pronta e era ótima.
Não vou comentar sobre as fotos (que já estão comigo!!!), além de um simples: ELES ARRASARAM NO TRABALHO!.

Semana que vêm começa a divulgação, daí a correria vai pegar mesmoooooo.
Até breve,

domingo, 9 de outubro de 2011

Local decidido p/ as apresentações!

Nessa pesquisa sobre acharmos o local ideal para apresentar o FAUNO, acho que nos deparamos com umas quatro possibilidades, e uma delas era um sonho.
Mas como muitos sabem que colocar uma peça de teatro de pé já é difícil, imagina fazer isso e arrumar totalmente um local p/ receber essa apresentação - ao mesmo tempo!?!
Por isso decidimos por um local mais compacto, porém muito eficiente para nossa proposta - iremos realizar a estréia da peça na sala do Teatro do Encontro, do Beto Ribeiro.
Futuramente, usaremos alguns dos outros locais que surgiram para apresentarmos lá tbm, seguir sempre transformando a peça com o local que escolhermos. Tornar mais efemera essa arte que, por si só, já é.

Sábado tive ensaio com a Ana Fuchs, mostrei todo material para ela e o que fiquei mais feliz ao ouvir foi: "Já dá pra estrear, a peça tá pronta!!!" Uhuuulll!!!
Claro, seguimos com algumas correções e modificações pequenas, mas o espetáculo já está ali.

Amanhã realizarei meu segundo experimento com platéia. Convidei 15 pessoas para assistirem a peça lá no Espaço Multicultural, para continuar intensificando o relacionamento da peça com a platéia.

Amanhã descrevo como rolou o ensaio aberto.
Essa semana ainda teremos que tirar as fotos p/ divulgação e cartaz.
Também acontece a segunda data da apresentação do (E)TERNO, em Porto Alegre, no DAD, nesta quarta-feira.

Fuiiiiiii

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Outubro Movimentado!!!

Esse mês vai rolar várias coisas bacanas!!!
Além da estréia do FAUNO nos dias 29 e 30/10 (sábado e domingo), acontecerá a segunda temporada da peça (E)TERNO em Porto Alegre.

A peça será apresentada em todas quartas-feiras de outubro (05, 12, 19 e 26/10), com duas apresentações por dia: às 12h30min e às 19h30min.
As apresentações acontecerão na Sala Alziro Azevedo (Av. Salgado Filho, nº 340 - DAD)
- ENTRADA FRANCA -

Então, quem estiver por Poa, ou conhecer pessoas por lá: "Por favor, nos ajude na divulgação!" (rs)

Voltando ao FAUNO, hj tive ensaio da peça e o Douglas Trancoso foi conferir o trabalho, pra conhecer o clima da peça, pois ele fará as fotos do espetáculo e a arte do material gráfico.
Foi muiiiito bom ter alguém presente, pois isso me obriga a trabalhar mesmo, não desistir no meio, o que me ajuda muito no quesito "continuidade". Mas por outro lado, mesmo tendo o Doug presente, sinto que depois que provei a energia contagiante por ter várias pessoas assistindo, foi meio estranho ter só uma pessoa. Fica aquele gostinho de quero mais. Incrível como o material se transforma com a quantidade de pessoas - e olha que o Doug parecia estar curtindo, interessado mesmo no que a peça tava falando - mas o coletivo e a energia que se constrói é algo que depois que se prova, meio que viciamos/dependemos dela.

Como construir essa energia, mesmo sozinho, pra ela continuar transformando o trabalho? Mesmo que de maneiras diferentes...

domingo, 2 de outubro de 2011

ESTRÉIA - O Fauno

O FAUNO
Monólogo do ator Márcio Ramos, com direção e dramaturgia de Ana Fuchs e assistência de direção de Tefa Polidoro.

O espetáculo "O FAUNO"  trata das escolhas de vida, a partir da perspectiva de um Fauno, personagem mitológico - metade homem/metade cabra. Entretanto, essas reflexões são originadas no momento que o personagem embarca para a "terra dos mortos" e faz uma avaliação de sua trajetória, para saber qual o destino final que lhe cabe: inferno, limbo ou paraíso. Utilizando-se de histórias da mitologia greco-romana sobre o comportamento dos deuses, o personagem provoca o espectador a pensar sobre os caminhos e escolhas da própria vida e as consequências destas ações.
     
QUANDO? 29 e 30 de Outubro, às 21h.
ONDE? Local a ser revelado.
O espetáculo possuí financiamento do FINANCIARTE 2010, da Secretaria de Cultura de Caxias do Sul - RS.

sábado, 1 de outubro de 2011

Tá Chegando a Hora...

Bem, como muitos devem saber, está muito próxima a estréia do meu monólogo "O FAUNO"...
Amanhã terei a confirmação da data de estréia, que adiantando o assunto, será no final de Outubro.
Tenho um mês para deixar a coisa com cara de espetáculo!!! Huahuahua...

Mas queria mesmo é comentar algo que fiz essa semana. Reuni 09 pessoas numa das salas do Espaço Multicultural e apresentei o material da peça que tenho até aqui.
São 07 cenas no total e eu apenas apresentei até a metade a cena 6. Deixei o melhor para as pessoas verem em alguma apresentação mesmo.
Foi muuuuuuuuuuuuuuuuuuuuito bom fazer isso.

Eu havia falado para as pessoas que convidei: Fran Duarte, Tita Sachet, Dóris Lorque, Victor Witt, Nicole, Rovian, Estefânia, Rudinei e Raysa - que seria apenas um ensaio da peça para eu testar o material com a platéia.
Se resumiu a isso, mas na minha cabeça eu me coloquei na situação de estréia mesmo, queria mostrar meu melhor p/ todos eles.
Enquanto eu estava indo para o ensaio, pensava se eu daria mais atenção ao texto p/ não esquecer de nada, mas o corpo tbm merece mais atenção da minha parte, mas tenho que cuidar de algumas intonações e impostação de voz, mas tbm tem aquelas marcações necessárias e precisas, mas terei platéia pela primeira vez, posso me dedicar mais ao jogo com eles...ai, ai ai... Resolvi investir na energia de cena. Me jogar de cabeça e ver o que acontece realmente.

O mais legal foi perceber que com a energia pulsando e dilatada, as outras coisas se intensificaram tbm, como consequencia da energia.
CLARO... Muitas coisas terão de ser mais praticadas, melhores aproveitadas, mais investigadas, etc...
Mas fiquei muito feliz pela experiencia e por confirmar que algo importante na minha vida começa a tomar uma forma muito clara.

Como gostei tanto dessa experiência com a platéia, e essa é uma coisa que eu necessito muito praticar - o jogo entre Fauno X Platéia - nas próximas semanas até a estréia irei realizar uma vez por semana um encontro com algumas pessoas p/ me experimentar e experimentar mais dessas reações tão gostosas que as pessoas podem oferecer.

Eu nem acredito que o Fauno está nascendo!!!
Que venhaaaaaaaaaaaaa!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!